Concessionárias evitam a emissão de 3,3 mil toneladas de CO₂ com o uso de energia renovável

Levantamento reúne dados de cinco empresas que mantêm sistemas de painéis e fazendas solares para a geração de energia limpa

14/02/2025 às 10:51 | Por: ARTESP – Assessoria de Imprensa

Na Rota das Bandeiras, a base SAU da SP-083, em Campinas, é alimentada por placas de energia solar (Divulgação/Rota das Bandeiras)

São Paulo, 14 de fevereiro de 2025 – As concessionárias paulistas têm investido em iniciativas sustentáveis para minimizar os impactos ambientais de suas operações. Uma das iniciativas é a implementação de sistemas de geração de energia renovável, como a fotovoltaica, para alimentar os serviços rodoviários, contribuindo para a redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE), como o dióxido de carbono (CO₂). Somente no ano passado, pelo menos, 3.363,71 toneladas de CO₂ deixaram de ser emitidas na atmosfera.


A partir do Lote 30, foi estabelecido o Programa Carbono Neutro, que exige às concessionárias a compensação das emissões de GEE geradas por suas atividades. Como a neutralização das emissões excedentes incide em custos adicionais, a iniciativa serve como um incentivo para que as empresas promovam a transição para uma matriz energética mais limpa. 


De acordo com Eduardo Neder, especialista em Regulação de Transportes - Meio Ambiente da ARTESP – Agência de Transporte do Estado de São Paulo, além dos incentivos para a transição energética, as características únicas dos lotes rodoviários tornam a adoção desse tipo de tecnologia ainda mais relevante. Espalhados por todo o estado, muitos dos trechos concedidos estão localizados em áreas com infraestrutura limitada, o que torna a busca por soluções inovadoras e autossuficientes uma necessidade prática. "A instalação de painéis ou fazendas de geração de energia possibilita mais segurança na disponibilização de energia, ao mesmo tempo que reduz custos, inclusive podendo utilizar esses créditos para outros prédios próprios", reforça Neder.


Dentre as estratégias de descarbonização, a Eixo-SP conta com 34 usinas solares em praças de pedágio e postos de Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), e está concluindo a implantação de uma fazenda solar em Parapuã. A concessionária gera 161.257 MWh (megawatt-hora) de energia por mês, o suficiente para abastecer 50 mil residências. A energia produzida é utilizada nos próprios locais de instalação, resultando em uma economia de energia de 45%. A implementação dessas estações reduz, anualmente, as emissões de CO₂ em 3.149,8 toneladas, contribuindo para uma operação mais sustentável.


Responsável pela administração de 306,8 quilômetros de rodovias, a Via Colinas tem nove usinas solares em funcionamento, distribuídas por postos de fiscalização (PGF) e SAUs em Itu, Cabreúva, Campinas, Porto Feliz e Tietê. Com capacidade de geração de 64 MWh por mês, as estruturas produzem energia suficiente para abastecer 256 residências típicas com um consumo de 250 kWh/mês. A energia gerada é utilizada para operar equipamentos essenciais, como balanças de caminhões, SAUs, pedágios e o Centro de Controle Operacional (CCO). Em termos de impacto ambiental, a redução de emissões de gás carbônico atingiu 41,8 toneladas em 2024.


A Ecopistas possui duas usinas solares em operação, localizadas nas praças de pedágio de Guararema (km 57+400) e São José dos Campos (km 92+100). Juntas, geram, em média, 7.910 kWh (quilowatt-hora) por mês, totalizando 94.920 kWh por ano. Essa energia é suficiente para abastecer 52 residências mensalmente. A energia solar produzida pelas usinas permitiu uma redução significativa de 5.580 kg de emissões de CO₂ no meio ambiente. A energia limpa é utilizada para iluminar áreas operacionais, como postes e lâmpadas. 


A concessionária também está ampliando a capacidade de geração de energia solar com a implantação de mais duas usinas, previstas para entrar em operação até o final do primeiro semestre de 2025. Os empreendimentos serão instalados nas praças de pedágio de São José dos Campos (km 91+800) e Caçapava (km 114). Atualmente, as usinas de Guararema (km 57+400) e São José dos Campos (km 92+100) estão passando por manutenção e sendo equipadas com dispositivos antifurto e outras melhorias.


Já no Centro-Oeste Paulista, a Entrevias mantém 12 usinas fotovoltaicas em sua área operacional, distribuídas por oito praças de pedágio e quatro PGFs, com capacidade de geração de energia anual de, aproximadamente, 2,2 MWh. A energia solar gerada é utilizada para manter em funcionamento cerca de 1.400 equipamentos, incluindo câmeras de monitoramento, postes de rede Wi-Fi, radares e instrumentos de análise de tráfego. A implementação das usinas solares deixou de emitir 166 toneladas de CO₂ por ano. Com o objetivo de ampliar a capacidade de geração de energia solar, concessionária planeja investir ainda mais nessa área nos próximos anos. Também, está migrando parte de sua frota para veículos elétricos e tem como meta ser autossuficiente em energia até 2030.


Gerando 1.149 kWh/mês, a Rota das Bandeiras tem duas bases SAU alimentadas por placas de energia solar, instaladas no teto das próprias bases, localizadas no km 15 do anel viário Magalhães Teixeira (SP-083), em Campinas, e no km 1+900 da Perimetral de Itatiba (SPI 081/360). No ano passado, a concessionária deixou de emitir 530,838 kg de CO₂ na atmosfera.


Além das questões ambientais, a utilização da energia solar representa economia à empresa. O gasto médio das demais bases SAU que não possuem placas fotovoltaicas foi de R$ 32.909,20 em 2024, enquanto as unidades com o sistema instalado tiveram gastos de R$ 1.894,36 e R$ 2.189,55. A Rota também migrou nove unidades de grande tensão para o mercado livre de energia, obtendo desconto de 50% na Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD). Na construção de novas edificações, fará estudos para avaliar a implantação de placas solares.


Sobre a ARTESP

A ARTESP – Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo – regula o Programa de Concessões Rodoviárias do Governo do Estado de São Paulo há mais de 20 anos. Sob sua gerência, estão 21 concessionárias, que atuam em mais de 11 mil quilômetros de rodovias, o que representa quase 41,1% da malha estadual, abrangendo 335 municípios.


A Agência também fiscaliza o Transporte Intermunicipal de Passageiros, exceto nas Regiões Metropolitanas de São Paulo, de Campinas, da Baixada Santista, do Vale do Paraíba/Litoral Norte e Sorocaba. Dentre as ações, realiza auditoria de frota, garagem e instalações das empresas operadoras, ações fiscais ocorridas nos terminais rodoviários e nas rodovias para acompanharem a operação das linhas regulares, bem como para acompanharem a prestação do serviço de fretamento e transporte de estudante, além de coibir o transporte clandestino ou não autorizado. Além disso, a ARTESP é responsável pela regulação da concessão de 27 aeroportos regionais.