13/01/2026 às 16:18 | Por: Assessoria de Imprensa| Estância Turística de Barretos
A raiva é uma doença viral grave que acomete mamíferos, incluindo cães, gatos, animais silvestres e o ser humano.
Segundo a o Coordenador do Centro Municipal de Medicina Veterinária da Estância Turística de Barretos, o veterinário Edgar das Chagas Cataldo, desde a década de 1990 não são registrados casos de raiva animal no município, o que ocorre graças a vacinação de cães e gatos. "A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo não preconiza mais campanhas de vacinação sazonais, desde 2019 as doses da vacina antirrábica são disponibilizadas mensalmente e em Barretos são aplicadas em cães e gatos no posto fixo no Centro Veterinário Municipal, localizado na Av. 15, n⁰326 entre as ruas 8 e 12", esclarece.
De acordo com dados oficiais do Ministério da Saúde entre 2010 e 2025, foram registrados cerca de 50 casos de raiva humana, com diferentes fontes de transmissão: morcegos, primatas não humanos, felinos e outros mamíferos. Em 2025, foram confirmados pelo menos três casos de raiva humana, todos no Nordeste, associados a primatas não humanos (saguis).
A raiva é considerada uma das doenças infecciosas mais letais conhecidas. Isso reforça a importância da prevenção por meio da vacinação e da busca rápida por atendimento médico em caso de exposição suspeita.
O Coordenador da Vigilância Epidemiológica, Rodrigo Barros Pereira, explica que a vacina antirrábica humana é indicada de forma preventiva pós-exposição, após mordidas ou contato suspeito, conforme indicação médica. "Em caso de mordida, arranhão ou contato com saliva de cães, gatos, morcegos ou outros animais, recomenda-se lavar imediatamente o local com água corrente e sabão por vários minutos, procurar uma unidade básica de saúde ou a UPA (a noite ou aos finais de semana) para avaliação e possível início da profilaxia antirrábica", destacou.
Transmissão por morcegos
Os morcegos são importantes transmissores do vírus da raiva, mesmo quando aparentemente saudáveis. Nesta época, com a elevação das temperaturas, cresce a presença de morcegos, especialmente durante o período reprodutivo da espécie, o que aumenta o risco de acidentes e consequentemente da transmissão da raiva.
O coordenador do Centro Municipal de Medicina Veterinária da Estância Turística de Barretos, alerta que o contato direto com morcegos, vivos ou mortos, deve ser evitado. "Em caso de suspeita de contato ou agressão por morcego a uma pessoa, é fundamental procurar imediatamente o atendimento médico para avaliação e, se necessário, aplicação da vacina ou do soro antirrábico. Quando a suspeita envolver animais domésticos, como cães ou gatos, é necessário realizar o reforço da vacina antirrábica no Centro Veterinário", afirma Edgar.
Ainda de acordo com o veterinário, caso um morcego seja encontrado morto, ele deve ser encaminhado ao Centro Municipal de Medicina Veterinária, que o enviará ao Instituto Pasteur para análise laboratorial.
Assimp-029-2026
Redação: Assessoria de Imprensa