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26/06/2026 às 16:59 | Por: Comunic Comunicação Estratégica
(Divulgação )
Olímpia, 26 de junho de 2026 —O Norte do Brasil
marca presença na 62ª edição do Festival do Folclore de Olímpia (FEFOL) com
grupos que levam ao palco a força da cultura amazônica e das tradições
populares da região. Entre carimbós, batuques de tambor marajoara, danças de
matriz indígena e cabocla e a suça de herança afrodescendente, a delegação
nortista traz a Olímpia um recorte da pluralidade cultural de Pará, Roraima e
Tocantins, e dois desses grupos sobem pela primeira vez ao palco olimpiense.
Criado em 1965 e realizado de forma
ininterrupta desde então, o FEFOL é um dos maiores e mais longevos eventos de
cultura popular do Brasil. Nesta edição, que acontece de 1º a 9 de agosto, com
entrada gratuita, o festival reúne mais de 70 grupos de todas as regiões do
país, sob o tema “Aquele Abraço” e celebrando o Jubileu de Alecrim. A cada ano,
a cidade se transforma em vitrine das tradições brasileiras e o Norte ocupa
esse palco com expressões que permanecem vivas em seus territórios de origem.
Pará
O Pará chega ao festival com dois grupos. De
Belém, a Associação Cultural Sabor Marajoara retorna a Olímpia levando o
carimbó e outras manifestações da cultura popular amazônica. Fundada em 1989 e
reconhecida como Ponto de Cultura, a entidade desenvolve há mais de três
décadas um trabalho de pesquisa, preservação e difusão das tradições paraenses,
reunindo dança e música em apresentações que já percorreram festivais em
diversos estados brasileiros.
Da Ilha de Marajó, o Grupo Cultural e
Parafolclórico Eco Marajoara, de Soure, faz sua estreia no FEFOL. Criado em
1988 a partir de um projeto de educação ambiental ligado à Universidade Federal
do Pará (UFPA), o grupo une dança, teatro e o batuque do tambor marajoara em
espetáculos que valorizam as tradições ribeirinhas, a biodiversidade amazônica
e a identidade cultural do povo marajoara. Ao longo de 37 anos de trajetória,
já levou suas apresentações a festivais em diferentes regiões do país.
Roraima
De Roraima vem o Grupo Folclórico Tribo
Waiká, que também estreia no festival. Criado em 2020 durante a pandemia, com
apoio da Lei Aldir Blanc, o grupo tem o nome inspirado em uma das tribos
ancestrais que habitavam a região do Rio Branco e nasceu inspirado no Festival
das Tribos de Juruti, no Pará. Suas apresentações combinam dança, música e artes
cênicas para valorizar as matrizes indígena e cabocla que formam a identidade
cultural roraimense, resgatando mitos, personagens e ritmos tradicionais
frequentemente ameaçados pelo esquecimento.
Tocantins
O Tocantins será representado pelo Grupo de
Suça “Tia Benvinda”, de Natividade, município considerado o mais antigo do
estado e tombado como Patrimônio Cultural Nacional. Criado em 2017 para
preservar a suça, manifestação de herança afrodescendente ligada ao ciclo do
ouro na região, o grupo surgiu a partir de um projeto escolar e transformou-se
em um importante coletivo cultural. Hoje reúne cerca de 50 jovens sob
coordenação da professora Verônica Tavares e apoio de mestres populares. O nome
homenageia Tia Benvinda, que participou do início da transmissão dessa tradição
às novas gerações, na década de 1990. A suça é marcada pela alegria, pelas
cantorias, pela viola, pelos tambores e pela forte presença nas festas
populares e folias do catolicismo popular tocantinense.
Juntos, os grupos da Região Norte levam ao
FEFOL manifestações que expressam a riqueza cultural da Amazônia brasileira.
Entre ritmos, narrativas, matrizes indígenas e caboclas, influências
afrodescendentes e saberes transmitidos entre gerações, as apresentações
revelam a diversidade de povos e territórios que ajudam a formar a identidade
cultural do país.
“A cada edição, o FEFOL reafirma seu
compromisso com a preservação e valorização da cultura popular. É um trabalho
construído com responsabilidade e respeito à diversidade que o festival representa”,
afirma Priscila Foresti, secretária de Cultura e Defesa do Folclore de Olímpia.
“Ver a Amazônia representada no nosso palco,
com a estreia de Roraima, mostra o quanto o FEFOL aproxima o Brasil. Olímpia
tem orgulho de abrir as portas para tradições que vêm de tão longe e que
encontram aqui o reconhecimento que merecem”, destaca o prefeito Geninho
Zuliani.
62º Festival do Folclore de Olímpia (FEFOL)
Datas: 1º a 9 de agosto de 2026
Local: Recinto do Folclore “Professor José
Sant’anna” — Av. Menina Moça, 800 — Olímpia/SP
Entrada gratuita
Canais oficiais: linktr.ee/folcloreolimpia
Sobre o 62º FEFOL
Sob o tema “Aquele Abraço”, o 62º Festival do
Folclore de Olímpia acontece de 1º a 9 de agosto de 2026, no Recinto do
Folclore “Professor José Sant’anna”, com entrada gratuita. A edição celebra o
Jubileu de Alecrim e reúne mais de 70 grupos no elenco confirmado: mais de 50
vêm de 21 estados das cinco regiões do Brasil e outros 20 são de Olímpia, que
segue como protagonista da própria festa. Desse conjunto, 17 estreiam no
festival. Nos nove dias, são mais de 130 apresentações noturnas e cerca de 50
participações diurnas em escolas, ruas, comércio e espaços públicos, envolvendo
cerca de 2.800 artistas, músicos e coordenadores. A organização estima receber
180 mil visitantes ao longo do evento. O FEFOL é uma realização da Prefeitura
Municipal de Olímpia, por meio da Secretaria de Cultura e Defesa do Folclore,
com apoio de projetos de incentivo cultural e parceiros.
Informações para imprensa
Comunic Comunicação Estratégica
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